| Foto: Divulgação |
Falar de Gilberto Gil é, na verdade, passear pela história do Brasil, pois uma de suas primeiras composições – “Alegria, alegria” – tornou-se o embrião do movimento tropicalista, que invadiria a nação brasileira, misturando os elementos da indústria cultural e os materiais da tradição nacional. Bem diferente do que foi a Bossa Nova, o tropicalismo tinha uma proposta crítica, preocupada com as questões ligadas à sociedade civil do país.
Hoje, Gilberto Gil é referencial como personalidade, tanto da música quanto na política, já que foi vereador de sua terra natal (Salvador), entre 1989 e 1993; e depois, Ministro da Cultura, entre 1º de janeiro de 2003 e 30 de julho de 2008, no governo Lula.
Destaque nos antigos festivais, com músicas que marcaram, como a “Carcará”, em 1965, Gilberto Gil também tem composições que são consideradas “pérolas” da MPB, como “Toda menina baiana”, “Oriente”, “Procissão” e “Soy Loco por ti América”, numa parceria com Capinam e Torquato Neto, em 1967.
Dois anos depois, com “Aquele abraço, Gilberto Gil deu seus primeiros passos, ainda em Salvador, onde conseguiu formar com Caetano Veloso e Gal Costa, o disco “Doces Bárbaros”, idealizado pela irmã de Caetano – Maria Bethânia, e que hoje se constitui numa obra prima de 1976, dando inclusive, subsídios para a criação de um filme com o mesmo nome, além de um DVD e enredo da escola de samba carioca Mangueira, em 1994.
Fonte: PMCG

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